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Aline Diniz

Sou jornalista e sócia de uma agência de comunicação. Trabalhei por sete anos como colunista e repórter de Economia, depois fui assessora em órgão público por mais três. Passados alguns anos, volto com vontade de escrever sobre o que eu gosto: os bastidores da economia do Espírito Santo.

Ampliação de espaço para novas startups no Espírito Santo

 Foto: TecVitória / Divulgação

Foto: TecVitória / Divulgação

Com 23 anos de mercado e considerada a primeira incubadora de base tecnológica do Espírito Santo, a TecVitória quer ampliar o número de startups no seu espaço: de 14, em julho do ano passado, para 40 até o final do primeiro semestre. Aumento de 285% e uma meta de se tornar autossustentável.

“Somos um espaço responsável em transformas ideias em negócios. Estamos focados em desenvolver ações que contribuam com o ecossistema capixaba de inovação”, conta o presidente Fábio Oliveira. Atualmente, a TecVitória, que já foi “sede” da Pic Pay, por exemplo, conta com 25 incubadas e 100 profissionais. Ao longo dos anos foram mais de 30 empresas graduadas.

Longe dos milionários recursos

Em 2017, o investimento em startups no Brasil bateu recorde: R$ 2,86 bilhões em 113 companhias. No ano anterior, o valor aplicado não chegou a R$ 1 bilhão, em 64 projetos. No Espírito Santo, mercado ainda pequeno, com menos de 100 startups, os investidores são poucos. “A Wine e a Pic Pay, por exemplo, tiveram investimentos de fora. Temos alguns fundos locais, mas nada ainda foi aplicado”, conta Oliveira.

Mais R$ 500 mil e meta de internacionalização

Neste mês a Almoço Grátis, startup criada em 2016, conseguiu um aporte de R$ 500 mil de investidores do Espírito Santo e do Rio. A companhia, que reembolsa a refeição do consumidor em troca de uma pesquisa, teve o projeto piloto desenvolvido aqui. Desde o início do mês também em São Paulo, o CEO da empresa, Lucas Júdice, conta que já pagou mais de R$ 250 mil para os 15 mil usuários. Com 300 restaurantes clientes, a meta é alcançar 500 estabelecimentos até o final de 2018, atingir todas as capitais brasileiras em 2019 e, num futuro, buscar a internacionalização.

Movimento Capixaba pela Inovação

O setor produtivo, a academia e o governo lançam em breve o Movimento Capixaba pela Inovação. Previsão de ser na segunda quinzena de abril. A ideia é criar um ambiente onde se possam apresentar desafios, discutir e propor projetos e soluções. “Nosso ambiente é pouco estimulador”, conta o presidente do Sindinfo, Luciano Raizer. O projeto tem envolvimento da Findes, do Governo do Estado, das universidades e das grandes plantas industriais.

“Tem gente querendo fazer, tem empresa se destacando nacionalmente e internacionalmente. Entretanto, tudo depende da ambiência”, reforça o empresário Franco Machado, da Mogai.

De dois a três dígitos dos royalties

O Espírito Santo se mantém na segunda colocação no recebimento de royalties de petróleo. De janeiro a março, o repasse foi de R$ 188,4 milhões contra R$ 165,4 milhões de Sampa – que vem recebendo mais em participação especial (pago a cada trimestre). Rio lidera com R$ 868,1 milhões. Os municípios capixabas receberam até agora R$ 196,1 milhões, sendo que só para Presidente Kennedy foram R$ 36,1 milhões. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Importação e vendas por aqui

O diretor-executivo do Sincodives, José Francisco Costa, acredita que o fim do programa Inovar-Auto vai impactar positivamente o mercado de vendas de carros no Espírito Santo, deixando os importados mais competitivos. A previsão do setor é de crescimento de 6% neste ano. “Há um indicativo de melhora do consumo desde o segundo semestre de 2017”, reforçou. A comercialização no primeiro bimestre do ano aumentou 22,35% no comparativo com o mesmo período de 2017.

29.03.2018 - Empresas & Negócios

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