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Aline Diniz

Sou jornalista e sócia de uma agência de comunicação. Trabalhei por sete anos como colunista e repórter de Economia, depois fui assessora em órgão público por mais três. Passados alguns anos, volto com vontade de escrever sobre o que eu gosto: os bastidores da economia do Espírito Santo.

As super reservas não exploradas no Espírito Santo

As super reservas não exploradas no Espírito Santo

 Foto: banco de imagens

Foto: banco de imagens

Força política de outros estados, processo de licenciamento, crises econômicas e qualidade do material. Esses são alguns dos fatores listados por quem acompanha há mais de uma década o processo para exploração – e, assim, geração de emprego e renda – do maior depósito de sal-gema da América Latina, situada em Conceição da Barra (Norte do ES), e também da reserva de bauxita, em Ibatiba.

As empresas que hoje possuem a autorização para explorar as reservas não falam sobre o assunto. Foi um mês de insistência e no aguardo de um posicionamento da Petrobras (sal-gema) e da Mineração Curimbaba (bauxita). A primeira enviou uma nota, enquanto a segunda preferiu não conceder entrevista.

Sal-gema: pegar ou largar?

Em poder da Petrobras está o depósito de sal-gema capixaba, descoberto há mais de 40 anos e que correspondente a 64% de todo o material encontrado no país, e que seria a peça-chave do governo estadual para a instalação de um polo sal-químico no Norte capixaba. Previsão de 15 mil empregos e exploração de mais de 12,2 bilhões de toneladas do produto – usado na indústria e na culinária -, o que renderia mais de 50 anos de exploração.

“É necessário uma definição da Petrobras: fará algo ou passará pra frente?”, explicou fonte do setor. Na Agência Nacional de Mineração (ANM) existem seis processos abertos (um em 2008, um em 2009 e quatro em 2010) com pedidos de autorização de pesquisa, sendo o último alvará caducado em 2015. Resultados: nenhuma reserva aprovada.

No imbróglio há ainda um pedido feito por um estado do Nordeste para o governo federal não aprovar a exploração da área, pois prejudicaria a indústria salineira da região. Técnicos alegam que há dificuldades ambientais e o que o governo estadual articulava a autorização de uma licitação para que outra empresa possa fazer a extração do material. O sal-gema é o cloreto de sódio cristalizado formado embaixo da terra e é considerado mais puro do que o obtido pela evaporação do mar.

Quer saber a resposta oficial da Petrobras? Na íntegra:

"A carteira de investimentos do Plano de Negócios e Gestão (PNG) 2018-2022 da Petrobras prioriza os projetos de exploração e produção de petróleo e gás natural no Brasil. Nas demais áreas de negócios, os investimentos destinam-se, basicamente, à manutenção das operações e a projetos relacionados ao escoamento da produção de petróleo e gás natural".

Os cinco anos passaram...

Nada diferente da maior reserva de bauxita na região do Caparaó, que estava nos planos da Mineração Curimbaba, detentora da lavra. Ao todo, são seis processos na ANM, sendo cinco portarias de lavras (quatro de 1985 e uma de 1988, com autorização em 2000) e um alvará de pesquisa solicitado em 2008 por uma outra empresa. A reserva, que vai de Simonésia (Zona da Mata) até Muniz Freire, pode chegar a 300 milhões de toneladas e potencial de exploração de 100 anos.

Havia planos de início de exploração e chegou a ser divulgado um prazo de cinco anos. Passou. Além da crise econômica - o que fez a mineradora, de Poços de Caldas, rever seus negócios -, as dificuldades ainda esbarram no tipo de material geologicamente encontrado na região. Junto com a bauxita há quartzo, reduzindo o valor econômico do minério. A empresa não fala sobre o assunto e alegou em 2014 dificuldades logísticas para escoamento da produção. As prefeituras da região do Caparaó aguardam...  

Governo estadual aguarda aval federal

O secretário de Estado de Desenvolvimento, José Eduardo Azevedo, respondeu, via assessoria, que a exploração do sal-gema e da bauxita dependem do Governo Federal. "O tema é acompanhado pela secretaria, uma vez que a exploração é benéfica para a economia do Espírito Santo, desde que sejam solucionados os desafios ambientais e de logística que envolvem a esfera federal e a iniciativa privada".

16.05.2018 - Mercado

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