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Aline Diniz

Sou jornalista e sócia de uma agência de comunicação. Trabalhei por sete anos como colunista e repórter de Economia, depois fui assessora em órgão público por mais três. Passados alguns anos, volto com vontade de escrever sobre o que eu gosto: os bastidores da economia do Espírito Santo.

Atividade econômica do ES foi a pior do Sudeste

Atividade econômica do ES foi a pior do Sudeste

 Foto: Mika Dafne

Foto: Mika Dafne

A atividade econômica no Espírito Santo iniciou 2018 com queda de 1,7% em janeiro, segundo estudo do vice-presidente do Conselho Regional de Economia, Eduardo Araujo, com base no Índice de Atividade Econômica do Banco Central. A desaceleração aconteceu após três meses de expansão. O Estado teve o pior desempenho do Sudeste: Rio caiu 0,1%, Minas Gerais reduziu em 0,8%, e São Paulo em -1,3%. No Brasil, a média ficou negativa em 0,6%.

Retração no comércio e na indústria

Motivos do baixo desempenho da atividade econômica no Espírito Santo: retração no comércio varejista e na indústria, que tiveram quedas de 2,9% e de 0,9%, respectivamente. “O Estado possui uma economia pequena e aberta, e sofre influências também da conjuntura internacional”, explicou o economista Araujo, ao ressaltar que podia piorar se não tivéssemos um desfecho positivo a respeito da sobretaxa de 25% imposta pelos EUA ao aço.

Incentivos do Espírito Santo

Retomada da economia, segurança jurídica, melhorias da infraestrutura e programas de atração de investimentos. Esses foram os pontos destacados pelo secretário de Estado de Desenvolvimento, José Eduardo Azevedo, ao falar do crescimento desde o segundo semestre de 2017 nas consultas dos programas de incentivos. Somente hoje dentro do Invest-ES são mais de 30 projetos, que totalizam cerca de R$ 3 bi. “Há indicativos de que a convalidação dos incentivos fiscais, aprovada no final de 2017, também contribuiu para esse cenário", disse.

Base da ANM e regras claras

Teve evento ontem (22) na Federação das Indústrias do Estado (Findes) sobre a Agência Nacional da Mineração (ANM) e as novas regras de distribuição do Cfem (assunto antecipado aqui). O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, não veio por conta do apagão do Norte e Nordeste. O governador Paulo Hartung deu recado: necessidade de base da ANM no Estado (hoje o DNPM tem apenas três funcionários de carreira) e agilidade nas mudanças da cobrança para garantir segurança jurídica para o setor.

Projetos, crescimento e meio ambiente

Setor de material plástico do Espírito Santo prevê crescimento de 3% na produção e faturamento deste ano, com 120 indústrias. E estão no caminho com cursos de qualificação profissional dentro das empresas, por meio do sindicato. Ano passado o segmento ganhou mais duas, com investimentos de R$ 18 milhões em Linhares e em Cariacica, e segue com projetos como Tampinha Legal – recolhimento para reciclagem – e Plástico na Agricultura, que estuda soluções para aumento de produtividade e competitividade dos produtores rurais.

23.03.2018 - Mercado

 

 

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