Aline 1.jpg

Aline Diniz

Sou jornalista e sócia de uma agência de comunicação. Trabalhei por sete anos como colunista e repórter de Economia, depois fui assessora em órgão público por mais três. Passados alguns anos, volto com vontade de escrever sobre o que eu gosto: os bastidores da economia do Espírito Santo.

Desestatização da Codesa: estudos e consultoria totalizam R$ 1,99 milhão e há possibilidade de exploração imobiliária

Desestatização da Codesa: estudos e consultoria totalizam R$ 1,99 milhão e há possibilidade de exploração imobiliária

Foto: Divulgação Codesa

Foto: Divulgação Codesa

A Investor Consulting Partners Consultoria Ltda – EPP e o Consórcio Portos B – Portos do Brasil tiveram a proposta e a habilitação técnica aprovadas na licitação feita pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e serão responsáveis pelos estudos de desestatização da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa). Os documentos foram anexados nesta quarta-feira (15) ao processo, e os dois serviços totalizam um montante da ordem de R$ 1,99 milhão.

O pregão eletrônico, que aconteceu no último dia 02 de abril, ofertou dois tipos de serviços. O primeiro para a avaliação econômica-financeira contou com 15 propostas, sendo desclassificados os dois primeiros colocados (Cubo e Maciel Auditores). A Investor foi habilitada com um valor de R$ 100 mil, um deságio de 86,74% do valor inicial de R$ 756.953,16.

Já o segundo serviço, que teve 17 propostas, inclui avaliação econômico-financeira e serviços jurídicos, contábeis, técnico-operacionais e outros serviços profissionais especializados. Desclassificado na habilitação técnica, o primeiro colocado foi o Consórcio Novos Portos – formado pelas empresas capixabas Tauil & Chequer Advogados, Éconos Consultoria e José Ferro Cunha Lima.

O vencedor foi o Consório Portos B, formado pela Pricewaterhousecoopers Serviços Profissionais; Pricewaterhousecoopers Corporate Finance & Recovery; Loeser, Blanchet e Haddad Advogados; Rhein Schirato, Meireles e Caiado Sociedade de Advogados; Modal Consult Projetos e Consultoria; e V. Garambone Projetos e Consultoria, com um montante de R$ 1,89 milhão.

Valores máximos

No pregão eletrônico, o denominado serviço A tinha o valor máximo cotado de R$ 756.953,16, enquanto o serviço B era de R$ 7.569.658,11.

Próximo passo

Com a habilitação ok, o próximo passo será a assinatura do contrato com as vencedoras dos certames. Em resumo, as contratantes serão responsáveis pela avaliação econômico-financeira da Codesa, além de estudos de mercado e proposta de modelo institucional de concessão ou venda de ações dos portos organizados de Vitória, Vila Velha e Barra do Riacho, bem como das instalações portuárias de Praia Mole.

O projeto da Codesa é o primeiro processo de desestatização de empresa federal administradora de portos a ser incluído no PPI do governo federal.

Comissão de Desenvolvimento

A Codesa foi tema também nesta quarta-feira (15) na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados, que contou com a presença do subsecretário de Planejamento de Infraestrutura Nacional do Ministério da Economia, Fabiano Pompermayer. O deputado federal Amaro Neto perguntou sobre o andamento do processo.

Exploração imobiliária

O subsecretário reforçou que a desestatização está em fase de elaboração de estudos e destacou as características diferenciadas do Porto de Vitória e de Barra do Riacho. Ele explicou que o primeiro está situado dentro de uma cidade, com um canal de acesso limitado, e que o projeto precisa garantir a operacionalidade do porto, mas que há outras oportunidades, como a exploração imobiliária e outras receitas não vinculadas à atividade.

“Já no Norte, em uma área quase virgem, há um porto com potencial de expansão muito grande, acesso ferroviário. Então teremos dentro do mesmo projeto dois grandes diferentes tipos de exploração”, pontuou, ao destacar que será o start para a desestatização das demais companhias docas no país.

“Pelas características da Codesa, pegaremos o aprendizado muito rápido”, disse.

Vocação e proveito econômico

O presidente da Codesa, Julio Castiglioni, ressaltou que ainda é incipiente para se falar em novo modelo de negócio. “Minha percepção é de que precisamos estudar tecnicamente, encontrar a verdadeira vocação de nosso complexo portuário e definir a forma que nos permitirá extrair o melhor proveito socioeconômico de nosso porto. E esse trabalho não será exitoso se não contar com a participação efetiva de lideranças políticas, do setor produtivo que utiliza o porto e de especialistas”.

Desestatização x privatização

Há inúmeras formas de desestatizar a Codesa, como fazendo uma concessão, uma PPP, uma abertura no mercado de capitais e, inclusive, uma privatização, que seria a venda, assim como aconteceu com a Vale.

Acompanhe as matérias do IM clicando aqui.  

16.05.2019 - INFRAESTRUTURA

R$ 355 milhões: ES recebe primeira parcela do acordo com a ANP e a Petrobras

R$ 355 milhões: ES recebe primeira parcela do acordo com a ANP e a Petrobras