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Aline Diniz

Sou jornalista e sócia de uma agência de comunicação. Trabalhei por sete anos como colunista e repórter de Economia, depois fui assessora em órgão público por mais três. Passados alguns anos, volto com vontade de escrever sobre o que eu gosto: os bastidores da economia do Espírito Santo.

Do improviso ao maior e mais moderno terminal do país: obra de R$ 40,8 milhões está em Itaipava

Do improviso ao maior e mais moderno terminal do país: obra de R$ 40,8 milhões está em Itaipava

 Foto: Divulgação / Prefeitura Municipal de Itapemirim

Foto: Divulgação / Prefeitura Municipal de Itapemirim

Estrutura moderna vem ganhando forma no mar de Itaipava, distrito de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo. Com investimentos de R$ 40,831 milhões, o terminal pesqueiro está com 50% das obras concluídas e deve ser inaugurado no final de 2019. Reivindicação de mais de 20 anos dos 3,8 mil pescadores da região com um pouco mais de 20 mil habitantes.

Com a maior frota de embarcações de pesca oceânica do país (400 de Norte a Sul) e o segundo maior captador – perdendo apenas para Itajaí (SC) ­–, hoje a atividade é feita no improviso. Foram instalados dois cais flutuantes, sem esteira e guinchos, para a descarga dos pescados. São mais de 10 mil toneladas por ano de atum e afins, dourado, badejo, namorado, pargo e outros entre as mais de 1.500 espécies.

“Será um dos terminais mais modernos do país. Garanto que não tem nada igual. Não há investimentos no setor há mais de oito anos”, revela o secretário de Aquicultura e Pesca de Itapemirim, José Arthur Marquiole, que acompanha o projeto de 7.850 metros quadrados de perto.

O terminal pesqueiro terá um píer com capacidade de atracação simultânea de oito a 10 barcos, píer de apoio para abastecimento, escola náutica, tanques de lavagens com água a -18ºC, e assim vai. Estrutura que deve atrair mais embarcações, regulamentar a atividade, aumentar a arrecadação e, claro, movimentar a economia da cidade.

 Foto: Divulgação / Prefeitura Municipal de Itapemirim

Foto: Divulgação / Prefeitura Municipal de Itapemirim

Depois de quase fechar, maior exportadora do país amplia fábrica

A maior exportadora de peixe fresco do país está em Itapemirim. São 300 toneladas por mês de pescados comercializados pela Atum do Brasil que seguem para as mesas de norte-americanos e europeus, partindo do aeroporto do Galeão, além das outras 180 toneladas que ficam no mercado interno. O atum, que já foi o carro-chefe, não é mais vendido para o exterior. A procura é por badejo, garoupa, cioba, dentre outros, e o espadarte, que tem o maior valor agregado.

A empresa, que começou em 1995 com vendas de congelados para o Nordeste e iniciou sua atuação internacional depois de 2002, quase fechou as portas em 2011. “Dólar a R$ 1,60 era impossível, em 2008, e pensamos em fechar três anos depois”, conta o empresário Mauro Lúcio Peçanha de Almeida, que no “sacrifício” se manteve no mercado, e com mais de 200 funcionários inaugurou recentemente um espaço de 600 metros quadrados exclusivo para a exportação.

Exportação pelo Galeão. E Vix?

“Preciso de uma companhia operando um voo diário direto para os Estados Unidos. Já tentei fazer por aqui, mas é muito complicado”. Assim respondeu o empresário Mauro Lúcio, ao ser indagado sobre a exportação feita pelo Rio, e não por Vitória. Diferença de mais de 300 quilômetros, que é percorrida por caminhões. Além da fragilidade do produto e a forma de transporte específica para tal carga, acredite, o frete do voo para transbordo – que levaria o peixe de Vitória até o Rio, por exemplo, para ser exportado – é mais caro do que o internacional.

R$ 1 milhão para construir seu barco

Trinta anos dos seus 49 no mar. Assim Carlos Henrique Ayres, conhecido como Carlinhos, conquistou aquilo que muitos pescadores desejam: em 40 dias sua embarcação, construída durante três anos e meio, sairá para a pesca em alto mar. “Para quem tem dinheiro, o barco cai no mar em um ano. O meu demorou mais”. Investimento entre R$ 900 mil e R$ 1 milhão, com retorno previsto em seis anos com a pesca de dourado e atum para exportação.

A embarcação, com capacidade entre 20 e 25 toneladas, ficará em alto mar por 15 dias. Não fica mais tempo para que o peixe, exportado fresco, não perca a qualidade. São oito tripulantes que pescam manualmente com linha e isca viva (sardinha), e cada viagem rende entre 12 a 15 toneladas. As vendas são feitas para quem pagar mais, principalmente empresas do Rio de Janeiro (Cabo Frio) e daqui. Tudo depende da safra e da oferta no mercado. “O terminal pesqueiro vai nos ajudar muito e favorecer a atividade. Espero que tenha sequência na obra e seja inaugurado, e não dependa de política”.

Sem história de pescador

Carlinhos revela ainda: a pesca é realizada próxima às plataformas de petróleo. O atum, peixe de água profunda, é pescado nas bacias de Campos e de Santos, principalmente nas áreas do pré-sal. “Tem iluminação, barulho do motor, comida da própria plataforma”, explica.

27.04.2018 - Mercado

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