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Aline Diniz

Sou jornalista e sócia de uma agência de comunicação. Trabalhei por sete anos como colunista e repórter de Economia, depois fui assessora em órgão público por mais três. Passados alguns anos, volto com vontade de escrever sobre o que eu gosto: os bastidores da economia do Espírito Santo.

Ela tinha R$ 1.800 e hoje tem quatro lojas e um estoque de R$ 1,5 milhão

Ela tinha R$ 1.800 e hoje tem quatro lojas e um estoque de R$ 1,5 milhão

 Foto: divulgação

Foto: divulgação

Antes que perguntem: sim, a greve dos caminhoneiros também prejudicou os negócios dela. Até porque 80% dos produtos são importados dos Estados Unidos, México, China e Alemanha. São todos os utensílios e apetrechos que envolvem design e a arte de fazer as unhas. “As minhas novidades ficaram presas no porto por mais de duas semanas. Por aqui a greve começou antes da nacional”, explica Ariadne Guedes, 29 anos.

A empresária nada contra a maré da crise e da recente greve: depois de vender entre os anos de 2014 e 2015 seus produtos em banheiros de terminal de ônibus e na Praça dos Namorados – atendia até 300 pessoas por final de semana -, em Vitória, se prepara para abrir a sua quarta loja (segunda dentro de um shopping) nos próximos dois meses. Contrato foi assinado na última terça-feira (29), com o Praia da Costa, em Vila Velha. A primeira fica no Moxuara, em Cariacica, e já há planos para a abertura de uma quinta em shopping da Serra.

Ela conta que “tinha R$ 1.800 para viver” até criar a coragem de abrir, em setembro de 2016, sua primeira loja, em Maruípe (Vitória): “custou R$ 30 mil, valor muito baixo para estoque, não é nada”. Hoje, nas três lojas são R$ 1,5 milhão em mercadorias.

On-line e para todo o país

Toca o negócio com o marido Bruno e mais 11 colaboradores. Além das vendas dos produtos nas lojas físicas, com preços que variam de R$ 0,50 até R$ 950 (motor Beltec), ela comercializa também pelo WhatsApp – entrega em todo o país – e oferece cursos para profissionais do setor, com preços a partir de R$ 500.

“As clientes gostam de ver os produtos, fazemos demonstrações, enviamos vídeos. Na loja em Vitória funciona um telemarketing”, explica o jeito do seu negócio.

Margem de lucro menor e clientela

Ariadne já foi design de unha. “Eu não cuticulo, não sou manicure”, conta. Mercado para poucas na época, em 2011, ela foi atrás de tentar criar o seu próprio negócio. As cabines, máquinas usadas no processo das unhas de gel, eram vendidas por R$ 200, naquela época, e hoje são comercializadas por R$ 50 em suas lojas. “Eu tenho uma margem de 20% a 30% de lucro, margem baixa”, explica ela ao levar em conta o percentual do comércio: “tem loja de roupa que trabalha com 200%”.

Dentre os motivos do seu sucesso estão os preços dos produtos, que ela garante estão abaixo do mercado, e a propaganda boca a boca. A freguesia vai desde manicures, designers de unhas, donas de salão e de esmalteria, a febre no Estado nos últimos anos. “Ainda bem que eu consigo atender todos os segmentos”, diz, feliz.

Renda de até R$ 24 mil mensal

Quem trabalha no segmento pode ter ganhos entre R$ 16 mil e R$ 24 mil por mês. “O valor médio de uma aplicação das unhas está entre R$ 100 e R$ 150. Ou seja, se a especialista for rápida no seu trabalho, fazendo oito aplicações por dia, pode chegar a um ganho de até R$ 24 mil”, diz Ariadne Guedes.

04.06.2018 - Empresas & Negócios

 

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