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Aline Diniz

Sou jornalista e sócia de uma agência de comunicação. Trabalhei por sete anos como colunista e repórter de Economia, depois fui assessora em órgão público por mais três. Passados alguns anos, volto com vontade de escrever sobre o que eu gosto: os bastidores da economia do Espírito Santo.

  Escolas com foco no exterior querem expandir no ES e já têm filas de espera

Escolas com foco no exterior querem expandir no ES e já têm filas de espera

 Foto: divulgação EAV

Foto: divulgação EAV

Imersão em inglês desde a educação infantil e com foco em competências globais. Além de uma transformação pedagógica nos currículos de escolas tradicionais no Estado, instituições com bagagem internacional chegam com planos de expansão e já com filas de espera. São colégios que entre os donos estão americanos, canadenses e capixabas.

Metodologia aceita por aqui, principalmente, por pais que já tiveram alguma vivência no exterior. Os dirigentes reforçam que é uma mudança comportamental e cultural. As crianças, de três a cinco anos, têm aulas ministradas em inglês para desenvolver altos níveis de proficiência na língua. A grade curricular inclui uma aula de português diariamente.

“A tecnologia transformou carros, celulares, nosso dia a dia. As escolas não mudaram e precisam dessa transformação. Somos uma escola bilingue sem ser superficial”, conta a diretora pedagógica da Escola Americana de Vitória, Andrea Buffara, que começou em fevereiro deste ano com cinco alunos, na Enseada do Suá, hoje já conta com 16 e com fila de espera para o fundamental em 2019.

Como Avenues e Concept

Com essa proposta vem a mensalidade, que, segundo os dirigentes, segue o valor das escolas de elite do Estado. Nada que chegue aos mais de R$ 9 mil da Avenue, por exemplo, instituição tradicional dos famosos e bilionários de Nova Iorque que irá abrir suas portas em agosto em São Paulo.

“Criamos um mesmo produto, um currículo parecido, como a Avenues e a Concept, mas com um preço acessível aos capixabas”, reforça a americana Andrea Buffara.

Nova sede em segredo

A canadense Maple Bear – adquirida em 2017 pelo Grupo SEB –, com unidades em Vitória, Vila Velha e Cachoeiro de Itapemirim, segue o mesmo fluxo: se prepara para expandir suas turmas na Capital. Com fila de espera, a coordenadora pedagógica, a canadense Jéssica Clements,  adiantou que a escola passará a oferecer o fundamental no próximo ano em nova sede, que será divulgada em breve.

Quase 400 de olho no futuro

São mais de 360 escolas particulares no Espírito Santo e outras 83 de ensino superior. Dados do presidente do Sindicato das Empresas Particulares de Ensino do Estado (Sinepe-ES), Antônio Eugênio Cunha, ao reforçar que já existe um forte movimento de mudanças nas instituições de seus projetos pedagógicos. “O foco é preparar os jovens para o futuro. Como você vê seu filho daqui a 10 anos? Como será o mundo? Educação bilingue, trilíngue já é uma realidade. O mundo vai exigir, e já exige, essa capacidade”, disse.

E, ainda, reforça: educação não é barata, seja pública ou privada. Mas, ao mesmo tempo, não vê espaço para as escolas ficarem mais caras com essa “revisão” com visão pedagógica de futuro.

20.06.2018 - Mercado

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