Aline 1.jpg

Aline Diniz

Sou jornalista e sócia de uma agência de comunicação. Trabalhei por sete anos como colunista e repórter de Economia, depois fui assessora em órgão público por mais três. Passados alguns anos, volto com vontade de escrever sobre o que eu gosto: os bastidores da economia do Espírito Santo.

Espírito Santo terá o maior projeto do  mundo de instalação de adesivos fotovoltaicos orgânicos

Espírito Santo terá o maior projeto do mundo de instalação de adesivos fotovoltaicos orgânicos

Foto: divulgação

Foto: divulgação

A EDP e a Sunew assinaram nesta sexta-feira (08) um contrato para a instalação de cerca de 2 mil metros quadrados de Filmes Fotovoltaicos Orgânicos (OPV) adesivo, dos quais 600 metros quadrados serão implantados na fachada da sede da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes). Este será o maior projeto no mundo a utilizar a tecnologia de OPV adesivo em fachadas.

Com investimentos da ordem de R$ 5,15 milhões, o projeto contempla ainda a instalação na sede da EDP no Estado (cerca de 600 m2), 300 metros quadrados na loja de atendimento em São Paulo e 400 metros quadrados no Parque Tecnológico de São José dos Campos. O prazo para o desenvolvimento total é de 20 meses.

Com a produção e instalação de 2 mil metros quadrados de OPV, a EDP deixará de emitir cerca de 80 toneladas de dióxido de carbono por ano. Só no edifício da Findes serão gerados 3,6 MWh por mês de energia, o equivalente a 15 residências de consumo médio de 250 kwh/mensal.

Consumidor final?

“O projeto em parceria com Sunew busca dar escala à tecnologia do OPV integrado a adesivos, agregando valor à geração de energia limpa. Por ser versátil e se adaptar em fachadas e claraboias de vidro, a solução permite um uso mais fácil e generalizado, podendo vir a ampliar, num futuro próximo, o portfólio de serviços que a EDP oferece aos seus clientes”, afirma Fernando Saliba, diretor da EDP.

O presidente da Findes, Léo de Castro, pontua o projeto como mais uma ação inovadora da entidade. “Se queremos empresas e empresários inovadores, temos que trazer inovações também para o nosso dia a dia, agregando soluções como os filmes fotovoltaicos orgânicos. É uma tecnologia nova, leve e flexível, que se adapta a diversos tipos de superfície e que em breve irão compor nossa fachada. Além disso, a tecnologia é limpa e sustentável, com ganhos econômicos e ambientais, totalmente em dia com o mundo contemporâneo e o olhar que temos para as futuras gerações”.

Tecnologia

Os painéis fotovoltaicos orgânicos são compostos por células capazes de gerar energia elétrica a partir da luz do sol. Com características como leveza, flexibilidade e transparência, os adesivos se adaptam a diversas estruturas se adequando a locais onde tecnologias tradicionais não se aplicam.

No caso do edifício da Findes, por exemplo, a aplicação será na fachada de vidro (aplicação vertical) e na cobertura (aplicação horizontal).

O produto da Sunew é a tecnologia mais verde de energia solar, uma vez que até mesmo o seu processo produtivo possui a mais baixa demanda energética dentre todas as alternativas (apenas 1.4MJ/Wp) e a menor pegada de carbono (10 a 20 vezes menor que as tecnologias solares tradicionais). Os filmes são feitos de material orgânico não tóxico, com impressão similar à realizada na indústria têxtil, e requerem menos energia para serem produzidos.

Assim como outras tecnologias fotovoltaicas, o painel OPV é capaz de converter luz em energia elétrica e pode trabalhar em conjunto com os painéis fotovoltaicos tradicionais. Entretanto, algumas vantagens do produto são a redução temperatura do edifício, reduzindo a necessidade de utilização de aparelhos de ar condicionado; o bloqueio das radiações infravermelha e ultravioleta; e a facilidade de instalação e manutenção.

Acompanhe as matérias do IM clicando aqui. 

08.03.2019 - MERCADO

Área do Porto de Vitória é leiloada por R$ 165 milhões

Área do Porto de Vitória é leiloada por R$ 165 milhões

Usina, carros elétricos e expansão no país e no exterior: mineradora quer ser a primeira autossuficiente do mundo

Usina, carros elétricos e expansão no país e no exterior: mineradora quer ser a primeira autossuficiente do mundo