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Aline Diniz

Sou jornalista e sócia de uma agência de comunicação. Trabalhei por sete anos como colunista e repórter de Economia, depois fui assessora em órgão público por mais três. Passados alguns anos, volto com vontade de escrever sobre o que eu gosto: os bastidores da economia do Espírito Santo.

Importações de veículos quase dobram no Espírito Santo

Importações de veículos quase dobram no Espírito Santo

Aumento de mais de 92% nas importações de automóveis de janeiro a maio deste ano pelos portos do Espírito Santo, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Comércio Exterior e Serviços (Mdic). As operações totalizaram US$ 239,4 milhões, US$ 114,98 milhões a mais que o mesmo período de 2017.

As importações de veículos já foram responsáveis por mais de 50% da pauta importadora capixaba. Após a Resolução 13, do Senado Federal, que aumentou a alíquota de ICMS dos produtos importados em operações interestaduais, as transações começaram a cair ano a ano. Junto com crise econômica e política brasileira, a participação chegou a menos de 10%.

Essa retomada, segundo economistas e empresários do segmento, se deve, principalmente, ao fim do programa Inovar Auto, em dezembro de 2017, que elevou em 30 pontos percentuais o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos carros importados. Outro fator de crescimento seria uma maior demanda interna, como uma sinalização bem suave de retomada da economia.

E o Rota 2030?

Fim do Inovar Auto, mas não necessariamente dos programas de apoio à indústria automobilística brasileira. Tudo indica que as arestas foram aparadas entre o Ministério da Fazenda e o Mdic sobre o Rota 2030, regime de mais longo prazo e com renúncia fiscal maior. Uma briga de quase nove meses, visto que a ideia inicial era de que o programa fosse publicado 90 dias antes do vencimento do Inovar Auto. Não colou. A Fazenda não aceitou os termos, alegando necessidade de controle do quadro de desequilíbrio fiscal do país. O Rota 2030 terá validade de 15 anos e deve incluir também incentivos à produção de veículos elétricos e híbridos

Greve e vendas de veículos

Em maio, as vendas de veículos no Espírito Santo foram de 5.274 unidades, queda de mais de 6% se comparado com o mês anterior, e aumento de 7,5% se com maio de 2017. Principal motivo da desaceleração, segundo o Sindicato das Concessionárias e Distribuidoras de Veículos do Espírito Santo (Sincodives), foi o desabastecimento com a paralisação dos caminhoneiros. “Mas o mercado deve manter sua trajetória de crescimento e recuperação. As quedas da inadimplência e da taxa de juros favorecem a oferta de crédito pelas financeiras, beneficiando o setor”, reforça em nota.

De 17 para 101

O segmento automotivo do Espírito Santo observa aumento das vendas de carros com isenção de impostos para pessoas com deficiência (PcD). A Vitória Motors Jeep, por exemplo, faturou de janeiro a maio deste ano 101 veículos nesta categoria, crescimento de 53,7% das vendas realizadas direto da fábrica para o cliente final. Em 2017, foram apenas 17 automóveis. O benefício fiscal chega a pouco mais de 20% do valor do carro, em alguns casos. 

13.06.2018 - Mercado

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