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Aline Diniz

Sou jornalista e sócia de uma agência de comunicação. Trabalhei por sete anos como colunista e repórter de Economia, depois fui assessora em órgão público por mais três. Passados alguns anos, volto com vontade de escrever sobre o que eu gosto: os bastidores da economia do Espírito Santo.

Petrocity assina 11 contratos para instalação de complexo portuário de mais de R$ 3 bi em São Mateus

Petrocity assina 11 contratos para instalação de complexo portuário de mais de R$ 3 bi em São Mateus

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Depois de uma revisão de projeto, busca por novos investidores – que chegou até mesmo ser cogitado por um príncipe árabe – e mais de três anos de desenrolar com documentações, a Petrocity dará os primeiros passos para a instalação do Centro Portuário de São Mateus (CPSM), no Norte do Estado, no próximo dia 17, às 15 horas, no Palácio Anchieta, com a assinatura de um memorando com o governo e com os principais parceiros. O investimento total é de R$ 3,1 bilhões.

Ao todo serão 11 contratos que passarão a ter validade após a concessão da licença dos órgãos ambientais que, segundo o presidente da Petrocity, José Roberto Barbosa da Silva, deve sair ainda neste ano. “Tivemos contratempos em 2013, perdemos tempo. Essa solenidade servirá para apresentar os parceiros e mostrarmos que estamos preparados para dar o start do CPSM”, disse.

Dentre os grandes parceiros está a Construtora Norberto Odebrecht, que será responsável pelas obras, e Stalker Engenharia. “São empresas com atuação na área portuária. Só a Odebrecht tem o maior acervo portuário do mundo, com a construção de 52 portos”, explicou o presidente.

Com a obtenção das licenças – as documentações finais foram entregues em junho do ano passado –, a previsão é de que o complexo seja inaugurado no final de 2021 com a geração de mais de 3 mil empregos diretos na operação.

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José Roberto Barbosa da Silva - presidente da Petrocity

Complexo

Além dos seis berços de atracação – com dois calados (profundidade), de 16 a 14 metros –, o CPSM contará ainda com duas usinas termelétricas de 350MW e quatro unidades fotovoltaicas de 50MW, além de Estações de Tratamento de Esgoto e também de Água. Há ainda um projeto de uma ferrovia, que ligará o porto a Sete Lagoas, em Minas Gerais.

O complexo irá atuar em quatro frentes: petróleo e gás (que era a essência inicial do primeiro projeto do porto, antes da reformulação), rochas ornamentais e celulose, grãos e armazenagem de veículos, e cargas conteinerizadas.

“Reformulamos o projeto para atender a demanda por infraestrutura do Espírito Santo e do país. A perspectiva de dois calados, por exemplo, é visando a integração de operações com navios de grande curso para a cabotagem – podendo atender todos os terminais brasileiros”, destacou Barbosa da Silva.

A expectativa é de que o porto receba as maiores embarcações do mundo, como os modelos Panamax e Suezmax, que hoje não entram no Porto de Vitória, por exemplo, pela falta de calado.

Concorrência

Questionado sobre a concorrência com outros portos, como o Central, em Presidente Kennedy, e o da Imetame, em Aracruz, Barbosa da Silva destaca o déficit portuário no país e acredita que com os três novos projetos o Espírito Santo poderá se transformar no principal hub de cargas do Brasil.

A Petrocity conta com dinheiro de fundos de investimentos e de pequenos investidores. 40% das ações da empresa serão colocadas em oferta pública nos próximos 12 meses.

08.01.2019 - INFRAESTRUTURA

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