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Aline Diniz

Sou jornalista e sócia de uma agência de comunicação. Trabalhei por sete anos como colunista e repórter de Economia, depois fui assessora em órgão público por mais três. Passados alguns anos, volto com vontade de escrever sobre o que eu gosto: os bastidores da economia do Espírito Santo.

Pioneira no país, startup cria grupos de proteção compartilhada e promete fazer barulho no mercado de seguros

Pioneira no país, startup cria grupos de proteção compartilhada e promete fazer barulho no mercado de seguros

 Fabricio Matos, da Mutual.Life. Foto: Divulgação

Fabricio Matos, da Mutual.Life. Foto: Divulgação

Não é uma seguradora por não trabalhar com apólice. Mas uma startup capixaba, pioneira entre as insurtechs no país, promete fazer barulho no mercado. Aquele pensamento de que se paga o seguro para não usar continua válido, mas para a Mutual.Life, que seja, pelo menos, com um valor mais em conta e de forma compartilhada.

“Mais de 70% da população brasileira não possui nenhum tipo de seguro contratado”, explica o cenário um dos sócios Fabrício Vargas Matos, mestre em Ciência da Computação e especialista em blockchain, tecnologia queridinha do momento. 

Desde 2016 os três sócios trabalham para oferecer um novo serviço inovador: a criação de pequenos grupos, num ambiente de confiança e segurança (com apoio da blockchain), com necessidades parecidas, e que possam criar um “caixa único de forma compartilhada”. A expectativa é de início das vendas neste ano, e que até 2019 a carteira alcance a marca de 10 mil clientes.

Os primeiros grupos serão em categorias menores – com ticket entre baixo e médio, como proteção de dispositivos portáteis e de cobertura da franquia de veículos –, mas o universo é vasto. ‘Há uma regulação e iremos com muita prudência. Importante destacar também que a regulação vem sempre após a inovação. Seria uma irresponsabilidade começar com seguro de vida, por exemplo”, contou Matos.

Projeto piloto e 1/3 do valor

Proteção de smartphone foi o start para estudo e desenvolvimento da plataforma da Mutual.Life. Um ano de piloto com um grupo formado com cerca de 50 pessoas. Cada um depositava 5% do valor do aparelho protegido. As regras? Participantes apenas convidados e aprovação unânime do nome pelos integrantes.

Percepções e resultados: a relação de confiança entre os membros do grupo se torna a base de sucesso do negócio. Grupos muito pequenos não conseguem diluir os riscos, já os grandes não são viáveis pela falta de relacionamento. E, o dado mais importante, o valor gasto pelos participantes foi de 1/3 de um seguro cobrado no mercado.

Mercado brasileiro

Levantamento feito pela Conexão Fintech, denominado o novo Mapa de Insurterchs Brasileiras, apontou o crescimento do número de startups desse setor: ano passado eram 25, hoje já são 57. Os dados foram apresentados na segunda edição do Insurtech Brasil 2018, no mês passado, com a participação de mais de 700 executivos. A título de conhecimento: insurtech é acrônimo de fintech com “insurance” (seguro, em inglês). 

Quer mais números?

Crescimento de 7% no mercado de seguros no ano passado, se comparado com 2016. Detalhe: 90% da classe A têm seguro, e 20% das classes C e D. Neste último caso, algumas pessoas não têm conta em banco e, portanto, se tornam potenciais consumidores de "proteção financeira", incluindo produtos ligados à vida e saúde e bens patrimoniais.

08.05.2018 - Empresas & Negócios

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