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Aline Diniz

Sou jornalista e sócia de uma agência de comunicação. Trabalhei por sete anos como colunista e repórter de Economia, depois fui assessora em órgão público por mais três. Passados alguns anos, volto com vontade de escrever sobre o que eu gosto: os bastidores da economia do Espírito Santo.

Seis projetos em leilão de energia em agosto com portos de olho em térmicas

Seis projetos em leilão de energia em agosto com portos de olho em térmicas

 Foto: Prosperiedade I, usina térmica em Camaçari (BA)

Foto: Prosperiedade I, usina térmica em Camaçari (BA)

Dos 1.090 projetos cadastrados para a 28ª edição do Leilão de Energia Nova (A-6), que será promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em agosto, seis estão previstos para o Espírito Santo, sendo cinco termelétricas a gás natural e uma Central Geradora Hidráulica (CGH). A Imetame e o Porto Central apresentaram propostas e querem implantar térmicas em seus respectivos terminais.

Pelas regras, a entrega da energia pelas ofertantes está prevista para janeiro de 2024. Ou seja, quem conseguir vender no leilão terá um prazo de seis anos para construção do empreendimento. As duas empresas preferem ainda não dar detalhes dos projetos.

Terminal portuário e GNL

O grande pulo dos projetos da Imetame e do Porto Central é a proximidade de um terminal portuário. Isso porque, segundo técnicos do setor de energia do Estado, uma das dificuldades de participação das térmicas em leilão é a garantia de fornecimento de gás pela Petrobras por, pelo menos, 20 anos. Com o porto, é possível importar o Gás Natural Liquefeito (GNL) e operacionalizar o negócio. Claro que a contratação depende da demanda de energia no país, dentre outros fatores.

Experiência de 2015

Com uma equipe trabalhando especificamente para o A-6, a Imetame já tem experiência na área. Participou em 2015 do A-3 e investe cerca de R$ 100 milhões para iniciar ainda em agosto o primeiro projeto a gerar energia na cabeça do poço de gás, na pequena usina batizada de Prosperidade I, em Camaçari, na Bahia. Inicialmente são 28 megawatts, mas a empresa já tem permissão de expansão para até 112.

Parcerias em Kennedy

Representantes do Porto Central, no final do ano passado, chegaram a anunciar a implantação da térmica na região junto com o quarto terminal de regaseificação de GNL do país – os existentes estão no Rio, Ceará e Bahia. Investimentos superiores a US$ 1 bi, em Praia das Neves, mas ainda em busca de parceiros internacionais para o negócio.

Menos de 10% da matriz

A título de curiosidade: hoje, no país, as termelétricas a gás respondem por menos de 10% da capacidade de geração elétrica instalada. Ponto ainda para as hidrelétricas. Especialistas acreditam que há sinais de crescimento do gás na matriz brasileira, visto que hoje as térmicas funcionam com óleo, carvão e biomassa – energia mais cara e que reflete diretamente nas contas de luz.

Dez anos do Fórum

Nesta segunda-feira (25) acontece o X Fórum Capixaba de Energia (Fenergia), no Hotel Golden Tulip. Na pauta assuntos desde o marco regulatório do setor, oportunidades de investimentos, microgeração e energia renováveis. Vale conferir!

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