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Aline Diniz

Sou jornalista e sócia de uma agência de comunicação. Trabalhei por sete anos como colunista e repórter de Economia, depois fui assessora em órgão público por mais três. Passados alguns anos, volto com vontade de escrever sobre o que eu gosto: os bastidores da economia do Espírito Santo.

Shoppings, faculdades e indústrias já negociam quanto vão pagar de energia e redução chega a mais de 60%

Shoppings, faculdades e indústrias já negociam quanto vão pagar de energia e redução chega a mais de 60%

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Na hora de migrar do atual regime – chamado de “cativo” – para o mercado livre de energia é praticamente uma operação de bolsa de valores. A empresa ou seu conjunto de filiais, com consumo acima de 500kW, pode comprar de qualquer ofertante no mercado brasileiro. Há prazos, há regras e os ganhos, em alguns casos, é de uma redução na conta de mais de 60%.

No Espírito Santo, a modalidade ganhou força no final de 2015 e 2016 e hoje são cerca de 300 empresas que já fazem parte do mercado livre de energia. Economistas e dirigentes de empresas acreditam que há espaço para novas demandas neste ano e em 2019. São supermercados, shoppings, faculdades e indústrias que ingressaram e conseguiram retornos considerados “excelentes”.

“Em 2016 houve essa onda porque era um momento com uma condição de preço muito boa, significativa, e era viável a migração. A economia na conta depende da estratégia de compra da energia. Há casos de empresas mais conservadoras e outras que querem algum tipo de risco. A redução é de no mínimo 20%, e há casos que chegam até 65%”, explica o economista Maurício Duque.

Redução em conta e gastos extras

Em dezembro de 2015, a Faesa foi uma das que apostou no mercado livre. Fez a migração como uma das ações de seu programa de redução de custos com energia, que incluiu ainda a troca das lâmpadas por LED, de aparelhos de ar condicionado e energia solar – que ainda está em estudo devido ao payback.

No mercado livre, a faculdade fez um contrato de quatro anos com diversos fornecedores indicados pela Smart, empresa do Sul do país que faz o gerenciamento. Resultado: redução de 51,48% na conta, o que significa menos de R$ 609,6 mil por ano. 

 “Além da economia bastante significativa, deixamos de usar o gerador de energia diariamente no horário noturno, que tinha um custo mensal de R$ 15 mil com combustível e manutenção. Hoje só é usado em caso de apagão”, lembrou Guilherme Theodoro, superintendente institucional e idealizador do projeto Faesa.

Novos pedidos todo mês

A migração do cliente do mercado cativo para o livre não trouxe prejuízo para a EDP no Espírito Santo, responsável pela distribuição da energia. “Somos a favor da proposta, que gera economia, é positiva para o consumidor e para a EDP, que auxilia o cliente nesse processo”, fala o diretor da Área de Comercialização da empresa, Pedro Kurbhi.

Atualmente são 296 clientes migrados no Espírito Santo. “Realmente houve um crescimento em 2015/2016. Temos pedidos todos os meses, e há espaço para novos contratos”, revela.

Projeto discute chegada às residências

O mercado de livre energia foi criado em 1995 e se discute hoje no Congresso Nacional a ampliação da migração, podendo chegar até mesmo aos clientes residenciais na próxima década. Caso tenha um consenso, os consumidores poderão escolher seus fornecedores.

Estudo da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) aponta que, nos últimos 15 anos, os preços da energia no mercado livre foram em média 23% mais baratos que as tarifas reguladas das distribuidoras. Isso representa um potencial de redução de R$7 bilhões ao ano nos custos de energia do setor produtivo.

25.05.2018 - Mercado

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