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Aline Diniz

Sou jornalista e sócia de uma agência de comunicação. Trabalhei por sete anos como colunista e repórter de Economia, depois fui assessora em órgão público por mais três. Passados alguns anos, volto com vontade de escrever sobre o que eu gosto: os bastidores da economia do Espírito Santo.

Usina, carros elétricos e expansão no país e no exterior: mineradora quer ser a primeira autossuficiente do mundo

Usina, carros elétricos e expansão no país e no exterior: mineradora quer ser a primeira autossuficiente do mundo

Foto: John e Jhonatan Thomazini, da Gramazini / Divulgação

Foto: John e Jhonatan Thomazini, da Gramazini / Divulgação

O setor de rochas ornamentais sempre teve estigma de ser um destruidor ambiental, seja pelas técnicas iniciais de extração nas pedreiras ou até mesmo pelo processo de beneficiamento de materiais, com toneladas de resíduos que necessitam de descarte correto no meio ambiente. Com uma nova geração de diretores à frente das empresas e tecnologias, esse cenário vem mudando.

Fundada há 25 anos, a Gramazini, com unidades em Cachoeiro de Itapemirim e Barra de São Francisco, não quer apenas exportar as rochas ornamentais extraídas das suas mais de 25 pedreiras próprias e expandir suas atividades. A meta, segundo o CFO, Jhonatan Thomazini, 25 anos, é de ser a primeira indústria do setor a se tornar autossuficiente no mundo.

Ele conta que o projeto é um sonho do pai, João Thomazini, fundador da Gramazini, e que vem se concretizando graças a sua persistência, apesar das inúmeras dificuldades.

A fábrica de fio diamantado, que fica em Cachoeiro de Itapemirim, já opera com energia solar desde maio do ano passado. Foram dois anos e meio de estudos, testes, pequenas instalações, projetos pilotos. “Há ainda outros processos em diversos setores da indústria, que vão desde a reutilização de toda nossa água, do resíduo da pedreira, entre outros. Não queremos mais resíduos, tudo será reprocessado de maneira ecologicamente correta”, revela.

Os projetos desenvolvidos pela empresa geram uma economia de cerca de R$ 10MM por ano.

Foto: Jhonatan Thomazini/ Divulgação

Foto: Jhonatan Thomazini/ Divulgação

Própria usina em Itapemirim

Da geração fotovoltaica no Espírito Santo em 2018, 30% podem ser creditadas à Gramazini. Participação expressiva em um mercado que vem crescendo ano a ano no país e no Estado., conforme matérias publicadas no blog.

O passo ainda será maior: a empresa quer implantar a sua própria usina, de 5MW, com expansão para 10MW em Itapemirim, em uma área de 120.000 mil metros quadrados. “Já demos alguns passos e aguardamos posicionamento da Aneel’, conta Thomazini, ao reforçar que o projeto deve custar cerca de R$ 45 milhões.  

Com uma frota de motos elétricas para serviços pontuais e pequenos, a empresa reforçou os investimentos recentemente e conta agora com cinco carros elétricos. Foram 10 meses para montar o carro de acordo com a necessidade da empresa e homologá-lo no Brasil.

Negócios por árvores

Cinco mil árvores foram plantadas em 2017 pela empresa. Ano passado foram mais 5 mil. A campanha criada em 2017 pela Gramazini estimula a plantação de uma árvore a cada contêiner vendido. “Espero que em 2019 seja mais ainda. Os clientes ficam satisfeitos em ajudar o meio ambiente, agregamos valor, apelo ambiental ao negócio. Cada planta ganha o nome do cliente, e eles se encantam com o projeto”, diz Jhonatan, orgulhoso.

Acompanhe as matérias do IM clicando aqui. 

21.02.2019 - EMPRESAS & NEGÓCIOS

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